Três Perguntas Antes de Precificar
A maior parte do trabalho de preço começa tarde demais. O dono abre uma planilha, olha concorrentes, calcula horas, adiciona margem e depois se pergunta por que o número ainda parece estranho de dizer.
O estranhamento costuma ser útil. Ele mostra que o preço está tentando resolver perguntas que a oferta ainda não respondeu.
Para quem é isso agora?
Um preço só faz sentido no contexto de um comprador. A mesma entrega pode ser barata, justa ou cara dependendo de quem compra e de que problema resolve. Se o comprador é vago, o preço também será vago.
Nomeie o comprador com precisão antes de nomear o número. Um negócio local tentando trocar caos por um processo comercial repetível compra algo diferente de um time financiado comprando velocidade. O trabalho pode parecer parecido. O valor não é.
Que promessa a pessoa está comprando de fato?
Pessoas raramente pagam por atividades. Pagam por uma promessa em que acreditam. Uma sessão estratégica, auditoria, site, workshop ou automação só tem valor por causa do que torna possível depois de pronta.
Se você não consegue dizer a promessa em linguagem simples, o cliente reduz a oferta a insumos. Horas, páginas, reuniões, funcionalidades. É aí que a pressão por preço começa.
Que risco você está removendo?
Ofertas fortes removem risco. Reduzem a chance de escolher a direção errada, desperdiçar tempo do time, contratar cedo demais, cobrar pouco, comprar o software errado ou manter o dono no caminho crítico por mais um ano.
Quando o risco fica claro, o preço ganha espinha. Você deixa de cobrar pelo seu tempo. Passa a cobrar pelo custo de o problema não continuar.
Se o número ainda está pouco claro, o problema provavelmente está antes dele. É aí que começa o trabalho de oferta e preço.
Fez sentido?
Conte ao Marco o que ressoou. Ele responde pessoalmente.
Resposta pessoal, normalmente em 24h.